Editorial Sergipe
Querendo enganar o povo
Olivier diz que: Assessoria de Comunicação do Município de Itabaiana escondeu a verdade
Terça-Feira, 11 de Maio de 2010, 10h49
Valer-se da imprensa para se comunicar com a sociedade, segundo entendo,
não é apenas um direito do agente público gestor, mais uma obrigação,
no sentido de dar satisfação dos seus atos, explicando as contas
públicas, ações e prioridades do governo. Isso é natural e deve
acontecer.
O governante tem o direto-dever de deixar o povo a par da coisa pública.
É o princípio da publicidade insculpido no artigo 37 da Constituição
Federal.
Ora, mas se é verdade que os atos públicos, em regra, devem estar a
descobertos, o quanto mais divulgados possível, para que todos tomem
conhecimento, de outro giro, é condenável o uso da imprensa como meio de
manobra para atender a interesses politiqueiros por parte de gestor
público, que quer se promover e obter dividendos políticos a custos de
informações dissociadas da verdade, pois no mesmo artigo 37 da Carta
Constitucional, encontramos um outro princípio a ser observado, que é o
da moralidade, que implica em responsabilidade, boa conduta, ética...
Neste diapasão, concluímos que não é ético o uso da imprensa para
divulgar ato de governo com mero objetivo de obter promoção pessoal,
especialmente quando se trata de inverdade, pois quem age assim se
dissocia inteiramente dos princípios constitucionais direcionados à
Administração Pública.
Recentemente, tive o desprazer de ver a Assessoria de Comunicação do meu
Município (Itabaiana) divulgando uma informação de conteúdo
absolutamente condenável, haja vista estar contaminada por inverdade e
com o intuito torpe de ludibriar a opinião pública e angariar dividendos
políticos.
O assunto, primeiro postado no site da prefeitura, e depois amplamente
divulgado pela Imprensa Sergipana, dava conta que o Município de
Itabaiana estava doando um terreno ao Estado de Sergipe no valor de 2,7
milhões, para realização de uma obra pública. E ainda segundo a nota,
isso demonstrava de forma cabal que o prefeito não tinha qualquer má
vontade em firmar parcerias com o Estado.
Foi então que procurei melhor me inteirar do assunto, e aí me veio a
tristeza por descobrir que tudo não passava de informação truncada e
espalhafatosa, com interesse politiqueiro.
O tal terreno, na verdade, trata-se de um imóvel onde está edificado, há
cerca de trinta anos, o Colégio Estadual Augusto César Leite e a
Delegacia Regional de Polícia. Isso mesmo. Pasmem!
O terreno em questão fora doado ao Estado há mais que trinta anos e lá
se encontram duas obras edificadas desde este mesmo tempo pelo Estado de
Sergipe, ou seja, a Assessoria de Comunicação do Município escondeu a
verdade, ou, pelo menos, não sabe o que venha a ser um ato de doação,
que, de fato, já tinha acontecido há décadas, independente de que a sua
formalização só agora aconteça.
O caso em questão é um bom exemplo de como o gestor público não deve
agir. A conduta foi atabalhoada, mentirosa e espalhafatosa. Certamente
que quem leu a matéria, no primeiro momento, impressionou-se
positivamente, imaginando nobreza no ato, mas uma vez vindo a tona a
verdade, choca-se com a irresponsabilidade de alguns gestores públicos
que em tudo farejam vantagem política, ainda que para isso tenham que
propalar mentiras na imprensa, querendo enganar o povo.
OLIVIER CHAGAS*
Vereador do PT de Itabaiana
PS: Matéria publicada de total responsabilidade do Vereador
Olivier Chagas, o Portal Seligue.com está apenas reproduzindo matéria publicada
pelo o vereador.
Fonte: OLIVIER CHAGAS*
Escrita por João Batista Oliveira
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