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Editorial Sergipe
Pais acusam escola de discriminação
Segunda-Feira, 01 de Março de 2010, 07h04
Divulgação

Algumas vezes o entendimento entre pais e escola não é perfeito. Opiniões se chocam e na maioria dos casos, a falta de comunicação é responsável por situações complicadas. Em Aracaju, um fato fez estremecer professores, aluno e pais de uma escola particular no bairro Siqueira Campos, acusada de ter cometido discriminação. Os pais de R.K.S, de 5 anos, afirmam que o Centro Educacional Cecília Meirelles rejeitou o menino, alegando que ele não consegue aprender.

A direção da escola nega a acusação e assegura que a mãe da criança não se interessou em dialogar sobre o comportamento do filho para que ele fosse atendido de forma mais adequada no estabelecimento. Tensa, e afirmando que não deixaria passar em branco o ato de discriminação que a escola teria cometido contra seu filho, a mãe Marleide Lima de Souza, promotora de eventos, disse que K. é um menino normal que já estudou em duas escolas sem o menor problema.

Marleide Lima de Souza não nega que o filho tenha dificuldade para o aprendizado, no entanto, afirma que não é nada que impossibilite a compreensão. “Quando ele chegou ao Cecília Meirelles não notei discriminação, mas informei que ele precisava de uma atenção maior que as outras crianças, porque tinha dificuldade de integração”, relatou a mãe. Ela disse que foi atendida pela coordenadora geral da escola, Elenai Barreto Silva de Andrade.

Completados oito dias de K. na escola, Marleide teria recebido um comunicado na agenda da criança pedindo seu comparecimento ao colégio. “Foi então que notei a discriminação. Eles me informaram que meu filho não poderia ficar porque não tinha condições de aprendizado”, revela a mãe. Segundo ela, a coordenação afirmou que o menino tirou a roupa na sala, fez xixi e bateu na professora. Fato que ela afirmou ser mentiroso, alertando aos dirigentes da escola que estava clara a discriminação. Marleide observou que tinha seus direitos e não estava satisfeita. Ela disse que a resposta da direção foi que ela poderia pagar o preço que quisesse, mas o menino não aprenderia.

ESCOLA NEGA

O diretor do Cecília Meirelles, Antônio Barreto, nega o relato dos pais. Ele garante que a escola abriu os braços para o menino e tentou manter uma conversação com a mãe depois de alguns fatos ocorridos, mas ela teria se negado, exigindo o dinheiro investido. A escola devolveu. “Ele foi matriculado numa turma de 5 anos, mas fará 6 no dia 4 de março. Dois dias depois de estar na escola, o pai pediu para que o menino ficasse em uma turma de 4 anos. Atendemos o pedido”, disse o diretor. A professora de K., que preferiu não se identificar, assegurou que dava atenção prioritária a ele, mas quando atendia os outros alunos ele gritava, chorava e jogava objetos no chão.

“As outras crianças perderam o controle em uma das vezes e começaram a gritar junto com ele. Pedi a ele que ficasse bem e tranquilo, mas K. tentou me agredir” relatou a professora. “Nós nunca informamos aos pais que ele fez xixi na sala de aula. Foi no pátio. Ele dizia que via bichos no teto da sala, e só se acalmava deitado, com as mãos na nuca e olhando para cima”, contou a professora.


Fonte: Cinform.com.br

Escrita por Mateus Euvaldo

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