
"O que as pessoas mais querem ver em 3D? Provavelmente, uma mulher nua", disse Hugh Hefner, fundador da revista, em uma entrevista à agência de notícias Associated Press. Ele não esconde seu objetivo com a novidade: aproveitar-se do sucesso dos recentes lançamentos em 3D nos cinemas, como Avatar e Como Treinar o Seu Dragão, para impulsionar as vendas da Playboy.
"Mas eu não sou um entusiasta do 3D. Filmes em duas dimensões são OK para mim", disse Hefner. Ainda assim, o fundador da revista adotou a estratégia porque as vendas da Playboy nos EUA estão em queda. A circulação de exemplares passou de 3,5 milhões em 2006 para 1,5 milhão este ano.
A modelo que vai "saltar" das páginas na próxima edição, que será lançada nesta sexta-feira, é Hope Dworaczyk. A coelhinha foi fotografada com uma lente especial que possibilita o efeito 3D.
Segundo o diretor editorial da Playboy, Jimmy Jellinek, a ideia de uma publicação em 3D é mostrar aos leitores que, apesar das facilidades da internet, não há nada como ter uma revista em suas mãos. "As pessoas querem coisas que durem e tenham mais significado", disse.